Covid-19: Pesquisa da USP de Ribeirão Preto analisa sobrecarga mental de profissionais da saúde

Agentes atuantes no combate ao coronavírus devem responder ao questionário online para colaborar com o estudo. Respostas serão analisadas pelos pesquisadores da Faculdade de Medicina.
Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto (SP) buscam profissionais de saúde que estão na linha de frente no combate ao novo coronavírus para participar de uma pesquisa para estudar a saúde mental desses agentes.
Podem participar profissionais de todo o país, desde que atuantes durante a pandemia da Covid-19. Os voluntários serão analisados quanto à pressão emocional e sobrecarga mental.
Segundo a faculdade, o estudo é chamado “MENTALvid – Saúde Mental e Sobrecarga Emocional de Profissionais de Saúde do Brasil envolvidos no atendimento a pacientes portadores de Covid-19: indicadores e fatores associados” e é comandado pela médica e professora do Departamento de Psiquiatria, Flávia de Lima Osório.
Os profissionais interessados em participar deverão assinar um termo de consentimento para a pesquisa e preencher questionário online com dados pessoais, clínicos, profissionais e escalas sobre o estado emocional. Se desejar, o voluntário pode ter o estado emocional monitorado a cada 15 dias, por até três meses.
Ainda de acordo com a faculdade, sintomas de depressão, ansiedade, estresse e esgotamento são comuns e precisam ser cuidados. A pesquisa possibilitará identificar quais são os fatores de risco e de proteção a esses profissionais, além de prevenir problemas emocionais percebidos em profissionais expostos a situações de estresse.
Outras informações podem ser obtidas pelo site redcap.fmrp.usp.br ou pelo telefone (16) 3602-2530.
Alerta da OMS
Um relatório feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e divulgado na última quinta-feira (14) alerta para uma crise global de saúde mental devido à pandemia de Covid-19. O relatório destacou que crianças e jovens isolados de amigos e da escola e profissionais de saúde são os grupos mais vulneráveis a este problema.
Ao apresentar o relatório e uma diretriz da agência de saúde da ONU a respeito da Covid-19 e da saúde mental, a OMS disse que um aumento no número e na gravidade de doenças mentais é provável, e que os governos deveriam colocar a questão “na linha de frente” de suas reações.

Fonte: G1