Pesquisa da Escola de Educação Física em parceria com universidades do Brasil, Chile e Espanha analisa reação de pacientes curados da doença diante de redução de taxas de oxigênio no ar.
A Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto (SP) está em busca de pessoas que conseguiram se recuperar de quadros moderados ou graves do novo coronavírus há mais de 30 dias para uma pesquisa sobre aptidão física associada à altitude e à disponibilidade de oxigênio no ar.
Conduzido pela Escola de Educação Física e Esporte (EEFERP), o estudo busca analisar o comportamento do corpo de pacientes quando submetidos ao uso de um gerador de hipóxia, equipamento que diminui a concentração do elemento químico e geralmente é utilizado em atletas.
Segundo os pesquisadores, a ideia surgiu a partir da observação de que, em cidades mais altas, onde a concentração do oxigênio no ar é menor, houve redução da gravidade dos casos de Covid-19.
Os pesquisadores buscam 80 voluntários da região de Ribeirão Preto que tenham entre 35 e 69 anos e costumavam realizar atividades aeróbicas, como caminhada, corrida, natação e dança, antes de contrair o novo coronavírus.
Pessoas assintomáticas ou que tiveram sintomas leves não podem participar.
Os participantes farão, durante três meses, treinos em bicicleta associados à redução das taxas de oxigênio, três vezes por semana. Durante o estudo, eles serão submetidos a avaliações de marcadores inflamatórios sanguíneos, capacidade cardiorrespiratória e função pulmonar.
O responsável pela pesquisa é o professor Átila Alexandre Traté, com mais 20 pesquisadores da USP, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), do Centro Unifafibe e de universidades do Chile e da Espanha.
Os interessados em participar podem entrar em contato pelo telefone (16) 98830-5017 ou pelo e-mail aerobi.covid@gmail.com.
Por G1 Ribeirão Preto e Franca